Se a importância atribuída ao tempo, torna as pessoas ansiosas, tensas
E se a importância atribuída ao dinheiro, torna as pessoas cautelosas, receosas
E se se diz que tempo é dinheiro, temos um cocktail de ansiedade e medo.
hum...
quarta-feira, 31 de julho de 2013
sexta-feira, 26 de julho de 2013
sexta-feira, 19 de julho de 2013
O caminho da calçada
Portugal é um país riquíssimo em cultura e magia. Um país repleto de arte em todos os lugares por onde passo, em todas as pessoas com as quais me cruzo. Nelas vejo as tradições da saudade da arte, da verdade literária e musical dos teatros, danças e filmes de todas as cores.
Em todo o lado se espalha a informação da "supercivilização". É como Eça de Queirós chama a estas peças urbanos à beira-mar plantadas. E eu tenho saudades de um tempo que não sei se vivi. Sinto falta da calçada que distraidamente subi e desci. Dos livros que me acompanhavam no comboio de marcha lenta por entre os carris do pensamento iluminados pelo Sol português.
É um país "entre a Espanha e o Atlântico" como diz Manuel Alegre, que é tudo para mim e eu nada sou nacionalista, mas sou saudosista. Sou portuguesa e sigo ruas adentro vendo rostos que não conheço e que sempre vi, sei de onde são. Pertencem ao Porto, uma terra entre o Minho verde e o Sol do Centro. É por isso, meio Portugal. Porto é meio Portugal dividido entre a História dos seus monumentos belos e a aceleração da urbe, que insiste em fazer-se notar.
É inevitável evoluir mas um pais que cede ao capitalismo, sem força, poder ou ânimo, perde a literatura, a poesia, o teatro, o cinema, perde na alegria e satisfação plácida a Natureza. Não resiste ao que entra através do mar, vindo da América, não perde as tendências de modernização com siglas estranhas. E ao mesmo tempo, é sempre o mesmo. Evoluímos só quando queremos, no ADN latino não está inscrita a cultura metódica da preparação. A vida vive-se ao sabor. Haverá quem discorde, eu apenas descrevo.
Em todo o lado se espalha a informação da "supercivilização". É como Eça de Queirós chama a estas peças urbanos à beira-mar plantadas. E eu tenho saudades de um tempo que não sei se vivi. Sinto falta da calçada que distraidamente subi e desci. Dos livros que me acompanhavam no comboio de marcha lenta por entre os carris do pensamento iluminados pelo Sol português.
É um país "entre a Espanha e o Atlântico" como diz Manuel Alegre, que é tudo para mim e eu nada sou nacionalista, mas sou saudosista. Sou portuguesa e sigo ruas adentro vendo rostos que não conheço e que sempre vi, sei de onde são. Pertencem ao Porto, uma terra entre o Minho verde e o Sol do Centro. É por isso, meio Portugal. Porto é meio Portugal dividido entre a História dos seus monumentos belos e a aceleração da urbe, que insiste em fazer-se notar.
É inevitável evoluir mas um pais que cede ao capitalismo, sem força, poder ou ânimo, perde a literatura, a poesia, o teatro, o cinema, perde na alegria e satisfação plácida a Natureza. Não resiste ao que entra através do mar, vindo da América, não perde as tendências de modernização com siglas estranhas. E ao mesmo tempo, é sempre o mesmo. Evoluímos só quando queremos, no ADN latino não está inscrita a cultura metódica da preparação. A vida vive-se ao sabor. Haverá quem discorde, eu apenas descrevo.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Sócrates e o sofismo
A comparação entre Sócrates - nosso contemporâneo, estudante de Filosofia - e os Sofistas - contemporâneos de Sócrates, o Filósofo da Grécia Antiga - não me sai da cabeça.
Sofista etimologicamente significa "intelectual que sabe falar". Adquiriu posteriormente um sentido pejorativo "alguém que usa retórica, com intenção de enganar".
Sócrates actual tornou-se um Sofista e o Sócrates da Antiguidade combatia-os.
E este argumento é um sofismo?
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Elogio à Pedagogia
Na pedagogia deslindamos os mistérios das palavras. E, nessa relação de ensino/aprendizagem, as palavras descobertas abrem o nevoeiro que existia.
Aí dá-se a maravilha que me move: aprendemos sempre os dois.
Quando temos medo o coração deixa de bater
José Luís Peixoto escreveu sobre um local fechado nas sombras de um governo presente em todos os quadros, diante de todos os olhares, em todas as palavras de supremacia.
Em Portugal existe uma sociedade extraordinária que sobrevive heroicamente, mas não somos os mitos de Pessoa ou os heróis de Camões. Somos vivos e resistentes da ditadura castradora e dura pré 25 de Abril e não é pouco. Nem é muito. Somos muito do que queremos.
Conta o director do "Expresso" que se não fosse o célebre dia de 1974, este jornal instituído não existiria; incansável foi a luta dos jornalistas. Escreveram, escreveram para, logo de seguida, com critério pérfido, aleatório e singular (calar) ser cortado "de cima a baixo".
"Dentro do Segredo" de JLP e o livro "O que a censura cortou" do Expresso ensinaram-me o que é não ter medo.
Não ter medo de falar, de ler o que quero, de não precisar de esconder. E nada há de heróico nisto. É estar viva e sentir o coração, quando se tem medo ele deixa de existir. Deixa de bater quando nos prendem. Quanto mais nos prenderem, mais somos cinzentos, oprimidaMente iletrados.
Na Coreia do Norte habitam pessoas que eu não conheço. Na Coreia do Norte existe uma realidade que me é estranhamente distante.
Em Portugal existe uma sociedade extraordinária que sobrevive heroicamente, mas não somos os mitos de Pessoa ou os heróis de Camões. Somos vivos e resistentes da ditadura castradora e dura pré 25 de Abril e não é pouco. Nem é muito. Somos muito do que queremos.
Conta o director do "Expresso" que se não fosse o célebre dia de 1974, este jornal instituído não existiria; incansável foi a luta dos jornalistas. Escreveram, escreveram para, logo de seguida, com critério pérfido, aleatório e singular (calar) ser cortado "de cima a baixo".
"Dentro do Segredo" de JLP e o livro "O que a censura cortou" do Expresso ensinaram-me o que é não ter medo.
Não ter medo de falar, de ler o que quero, de não precisar de esconder. E nada há de heróico nisto. É estar viva e sentir o coração, quando se tem medo ele deixa de existir. Deixa de bater quando nos prendem. Quanto mais nos prenderem, mais somos cinzentos, oprimidaMente iletrados.
"Se estas a ler estas palavras é porque estás vivo" (Jose Luis Peixoto, 2012)
Subscrever:
Mensagens (Atom)